GUINE-BISSAU - AGRICULTURA - PRODUCAO DO ARROZ É UMA MAIS-VALIA SENDO A BASE ALIMENTAR DOS GUINEENSES

A presidente da ong Acção para o Desenvolvimento, uma das mais actuantes organizações não governamental na Guiné-Bissau, com uma presença notável nas comunidades rurais, afirmou que a (AD), está sempre engajada em apoiar os camponeses na produção do arroz por ser a base alimentar dos guineenses.

Embora, diz "quando vejamos para o plano da alimentação e nutrição é fácil concluir que só arroz não é suficiente cobrir a necessidade do consumo nacional, portanto daí que é imprescindível a diversificação produtiva adaptando às mudanças climáticas" alertou Isabel Miranda, que também disse que aguarda com expectativa, de que neste ano agrícola 2019, haverá chuva regular que vai possibilitar a maior produção.

"Com as realidades vigentes no campo, é urgente criar alternativas, que passam pela sensibilização aos agricultores, convence-los sobre a pertinência de diversificar produzindo além do arroz, a mandioca, a batata-doce, milho, fundo e entre outros" aconselhou.

A engenheira agrónoma, comentou neste particular que, a plantação de caju não é solução para os agricultores isto, falando num horizonte ao longo prazo, contudo reconheceu a receita económica imediata de caju, exortou os camponeses a não devastarem os seus espaços de cultivo dando lugar a monocultura de caju.

Ainda neste âmbito, Isabel Miranda sublinhou que "é essencial apostar nas mulheres apoiando-as na produção hortícola, dinamizando o empreendedorismo feminina tendo em conta o papel insubstituível das mulheres na luta diária pela segurança alimentar" concluiu e referiu por outro lado que, a modernização agrícola seria uma mais-valia contextualizando a forma de produção com os meios disponíveis afim de incentivar os jovens a empenharem-se mais na agricultura.

"É nefasto o uso de fertilizantes (adubos) químicos na produção agrícola" avisou a agrónoma que também é presidente da mesa da assembleia-geral da rede de sociedade civil para soberania segurança alimentar e nutricional da Guiné-Bissau, (RESSAN-GB).

Com bolanhas e agua em abundância de que dispõe o país, Isabel Miranda notou que é indispensável a Guiné-Bissau possuir a sua própria unidade local de produção de sementes adequados para poder aumentar a capacidade de produção do arroz.

Os dados disponíveis apontam que, dos 306 mil hectares da área de produção do arroz de que dispõe a Guiné-Bissau, apenas 67 mil são actualmente exploradas. E mesmo assim, o país é tida como um dos maiores consumidores do cereal na costa ocidental da África com 130 quilogramas anuais por pessoa.

Por Djibril Iero Mandjam

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