II FÓRUM NACIONAL DA SOBERANIA SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL DA SOCIEDADE CIVIL

Lema ꞉ Papel e Desafios da Agricultura Familiar Camponesa na Guiné-Bissau

A Rede da Sociedade Civil para a Segurança Alimentar e Nutricional da Guiné-Bissau - RESSAN-GB, realizou em Bissau de 26 a 28 de Setembro de 2019, o Fórum da Segurança Alimentar e Nutricional.

São três dias dedicados a debates convergidas em torno do [Papel e Desafios da Agricultura Familiar Camponesa na Guiné-Bissau]. Cerca de cem delegados nacionais e internacionais do Brasil, Cabo-Verde e Guine-Conakri participantes no II Fórum Nacional da Soberania Segurança Alimentar da Sociedade Civil, compuseram pontos de vista sobre a questão e, compartilharam as experiencias sobre a temática nos seus respectivos países.

Ao discursar-se no acto da abertura oficial do evento, que propunha, acertar respostas aos desafios sociais, económicos e agro-alimentares, tendo enfoque sobre os desafios da agricultura familiar na construção da segurança alimentar e nutricional, a ministra da agricultura e florestas, realçou que a agricultura constitui a principal actividade económica do país, apesar do sector vem sendo caracterizado por frágeis investimentos públicos, a governante salientou que a insegurança alimentar no meio rural continua frequente pela fraca gestão do ciclo de produção e consumo.

Para Nelvina Barreto, é importante a agricultura familiar seja integrada nas políticas públicas do governo sendo um elemento fulcral do modelo de desenvolvimento sustentável, para a geração do emprego, e para a erradicação da pobreza no país.

                                 

A governante anunciou na ocasião, que o executivo guineense perspectiva aumentar o investimento no sector agrícola até aos dez por cento, contudo admitiu que há uma fraca produtividade e muitos poucos rendimentos no sector.

No entanto, a ministra da agricultura e florestas, revelou uma cifra que estima que, cerca vinte por cento das famílias rurais são afectadas pela insegurança alimentar, das quais oito por cento de insegurança alimentar é tido como severa e doze por cento de insegurança alimentar no grave, acentuando por outro lado, que as dificuldades de acesso a terra, aos financiamentos, aos mercados, as tecnologias e as competências continuam,constituir obstáculos fundamentais para a participação de jovens e mulheres nas actividades agrícolas.           

"Apesar das mulheres representarem uma força de trabalho importante, são quase 55 por cento no sector agrícola e, do seu trabalho ser fundamental para o sustento das famílias, raramente elas possuem a terra de cultiva, sendo a maior parte das vezes impedidas de ser proprietárias" notou.

Os representantes das plataformas de ONG’s de Cabo-Verde e de Guine-Conakri e o agrónomo Brasileiro, consultor de FAO em Roma partilharam as suas experiênciase da sociedade civil dos seus países nos domínios da segurança Alimentar e Nutricional.

No decurso do encontro suportado pelo projecto EU-ACTIVA Eixo1, os delegados pertencentes a diferentes organizações são devidos em grupos de trabalhos temáticos debruçando a volta dos Eixos꞉ Formulação de Politicas Publicas e Adequadas à Agricultura Familiar, Formação Aplicada à Área da Agricultura, Organização e Mobilização do Movimento Social Camponês e

Financiamento do Sistema Produtivo da Agricultura Familiar. Tendo o propósito de apontar propostas e recomendações que possam melhorar os problemas identificados.

Entretanto, as recomendações e conclusões tidas nos trabalhos temáticos, foram adoptados pelos delegados como uma estratégia quadrienal para a promoção da agricultura familiar camponesa na Guiné-Bissau.

É Importante salientar, que o terceiro e ultimo dia do fórum foi marcado com apresentação do livro intitulado "Cuidados Nutricionais para uma vida saudável", um guia coordenado pela nutricionista guineense Adalgisa Santos Ramos, a obra baseada nas receitas NO KUME SABI visa contribuir para a redução da mortalidade materna e infantil associada a desnutrição através da prevenção e do tratamento das grávidas e crianças menores.

Nos discursos de desfecho do II Fórum, a coordenadora do projecto EU-ACTIVA Eixo1, Leonor Queiroz, em curtas palavras realçou o interesse das questões debatidas ao longo do fórum ora, por seu lado, coordenador nacional da RESSAN-GB assegurou que as contribuições dadas pelos delegados em diferentes sessões de trabalho ira enriquecer os resultados de Estudo em curso sobre a caracterização da agricultura familiar camponesa, garantindo que a coordenação da Rede de Soberania Segurança Alimentar e Nutricional vai trabalhar para a implementação das recomendações e conclusões saídas do Fórum de Bissau.

Ass꞉ Djibril Iero Mandjam

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